
O serviço de reconhecimento de face, que ajuda a identificar as pessoas nas fotografias da redes sociais, é só o começo. Estamos mais próximos de programas que conseguem identificar gestos e ações gravados em vídeo para traduzi-los em padrões de comportamento e ajudar a prever uma briga um pouco antes do conflito começar – ao menos antes que a situação fique pior.
Agentes de presídios dos Estados Unidos estão testando câmeras de segurança com um software capaz de identificar comportamentos que antecedem uma rebelião de presos ou briga de gangues, segundo o jornal The New York Times. As câmeras enviam as imagens a um programa de inteligência artificial que analisa os rostos, gestos e ações. Quando o equipamento identifica um padrão de comportamento que normalmente antecede brigas, ela dá um alerta aos guardas para que tentem acalmar os ânimos dos prisioneiros. O sistema faria o mesmo trabalho dos vigias das prisões, mas não tem descanso, não se distrai na hora do café e liberaria os funcionários para outras atividades.
Especialistas alertam que as máquinas serão cada vez mais capazes de entender gestos, expressões e emoções humanas. O serviço Goggles, do Google, permite que o usuário faça buscas na internet a partir de uma imagem que fotografou na rua, por exemplo. Tecnologias como estas poderiam ser usadas para localizar crianças desaparecidas e até antever ataques terroristas. A Darpa (agência norte-americana de pesquisas para defesa) também está desenvolvendo sistemas de segurança que interpretam e comunicam o que estão gravando para operações militares.
A inteligência artificial interpretando as ações humanas também pode ser usada em hospitais. A General Electric desenvolveu um sistema de câmeras que poderia, por exemplo, monitorar pacientes e ainda alertar funcionários que se esqueceram de lavar as mãos.
E não pense que estas tecnologias estão muito distantes de você. Na casa de milhares de pessoas já existe um aparelho que entende seus movimentos. O Kinect, sensor de movimentos criado pela Microsoft para o game Xbox, já "lê" os movimentos do corpo do jogador e passa as informações para dentro da máquina.
Apesar de alguns benefícios, estas tecnologias provocam temor nas pessoas mais preocupadas com a privacidade, caso seu uso seja disseminado sem restrições, como em escolas e nas ruas. A vigilância constante poderia, inclusive minar comportamentos mais espontâneos e criativos.
Fonte: www.portaldascuriosidades.com